Método de Franklin: O Método do ângulo de proteção






O método do ângulo de proteção é adequado para edificações com formato simples de altura não muito elevadas e de pouca área horizontal, onde é possível a utilização de uma pequena quantidade de captores, tornando o projeto mais interessante economicamente (MAMEDE FILHO, 2001). segundo a figura abaixo:



  • Para H superior ao valor do fim de cada curva se aplica apenas malha ou esfera rolante.

  • H é a altura do captor acima do plano de referência da área a ser protegida.

  • Para H<2m o ângulo de proteção não se altera.




Projeto de SPDA Predial – Edificações Simples




Conforme visto no exemplo anterior, o gráfico fornecido pela norma não possibilita muita precisão em sua leitura. Mesmo assim, com alguma imprecisão, apresenta-se, abaixo, uma tabela com valores discretos para a altura (H) , o Ângulo de proteção (α) e o raio de Proteção (Rp).





Mamede Filho (2001), apresenta uma sequência de cálculos a serem utilizados para a elaboração de um projeto de instalação de um SPDA pelo método de Franklin.


a) Zona de proteção


Este método oferece uma proteção dada por um cone, em que a vértice corresponde à extremidade superior do captor e a geratriz faz um ângulo com a vertical, ocasionando um raio na base do cone, conforme ilustrado na figura:





Sendo:

  • A – Topo do Captor;

  • B – Plano de Referência;

  • OC – Raio do Cone;

  • h1 – Altura de um mastro acima do plano de referência;

  • α – Ângulo que varia de acordo com a classe do SPDA e altura H em questão.


O raio de proteção na base do cone pode ter seu valor calculado a partir da equação:


𝑅𝑃 = 𝐻𝐶 .𝑡𝑔𝛼




Em que:


  • 𝑅𝑃 é o raio da base do cone de proteção (m);

  • 𝐻𝐶 é a altura da extremidade do captor (m);

  • 𝛼 é o ângulo de proteção.



b) Número de condutores de descida


Que deve ser em função do NP desejado e do afastamento entre os condutores de decida, pode ser calculado através da equação:


𝑁𝑐𝑑 = 𝑃𝑐𝑜/𝐷𝑐𝑑


Onde:

  • 𝑁𝑐𝑑 é o número de condutores de descida;

  • 𝑃𝑐𝑜 é o perímetro da construção (m);

  • 𝐷𝑐𝑑 é a distância entre os condutores de descida.



A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (2015), recomenda que além dos condutores calculados pela distância de segurança, um condutor de descida deve ser instalado em cada ponto saliente da estrutura. E que é aceitável que os valores da tabela tenham até 20% acima dos valores apresentados.




c) Seção do condutor


A seção mínima dos condutores deve seguir as especificações apresentadas na tabela abaixo.



d) Resistencia da malha de aterramento


A resistência da malha de aterramento deve, em qualquer época do ano, ser inferior a 10Ω e deve seguir as especificações da tabela abaixo.


















Fonte:

https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/235/12375/1/21341610.pdf

https://www.udesc.br/arquivos/udesc/id_cpmenu/9731/spda3_v5_19_15641593611725_9731.pdf

https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/20144/1/SistemaProte%C3%A7%C3%A3oDescargas.pdf












Quer saber mais? Acompanhe nosso canal no youtube:

Elétrica Academy - Eng. Pablo Guimarães



Gostou deste conteúdo?

Conheça nossos cursos, adentre o mundo do SPDA e se torne um Expert

Clique e saiba mais >>>

https://www.pabloguimaraes-professor.com.br/cursosonline























Posts recentes

Ver tudo