Os Perigos do Arc Flash


Os profissionais que interagem com instalações elétricas energizadas, desenvolvendo atividades de operação e manutenção ou atividades em proximidades, estão sujeitos a riscos intrínsecos, como choque elétrico, incêndio, arcos elétricos e fogo repentino.



Para proteção ao risco de choques elétricos, a Norma NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão trata de maneira explícita os diversos métodos empregados para proteção. Para incêndios de origem elétrica, o assunto é exaustivamente tratado em projetos e órgãos competentes, bem como pela NBR 13231 – Proteção Contra Incêndios em Subestações. Quanto à proteção ao risco de arco elétrico, não há histórico no Brasil de medidas específicas de controle e proteção, tão pouca normas ou literaturas técnicas a respeito do assunto, tornando difícil aos profissionais de Engenharia e SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho), a definição de medidas eficazes de controle.


O que é necessário para que os profissionais possam elaborar um Programa de Proteção ao Risco Elétrico eficaz?

São necessárias essas informações:

  • Competência de pessoas;

  • Fenômeno de arco elétrico e fogo repentino;

  • Exposição;

  • Tipo de trabalho;

  • Nível de energia incidente;

  • Características das instalações;

  • Características dos EPIs e EPCs (Equipamentos de Proteção Coletivos);

  • Legislações técnicas aplicáveis.

O que é ARC FLASH?


O arco elétrico pode ser resumido como um curto-circuito fechado através do ar, quando a isolação entre dois condutores ou um condutor e a terra é rompida ou não suporta mais a tensão aplicada. Sua temperatura pode atingir mais de 10000 °C, liberando uma luz intensa e um forte barulho.

Uma enorme quantidade de energia é descarregada a partir do equipamento elétrico, espalhando gases quentes e metal derretido, podendo causar severas queimaduras a quem estiver trabalhando nas proximidades de um painel energizado.



Suas principais causas:

  • Erros Humanos: um operário trabalhando sob pressão pode esquecer algum objeto em contato com as partes vivas do circuito;

  • Conexões Deficientes: as conexões frouxas e os contatos não intencionais de disjuntores extraíveis com algum ponto do sistema podem gerar calor, desencadeando uma falha com arco elétrico;

  • Animais: a presença de pequenos animais em instalações elétricas geralmente leva à ocorrência de curto-circuito com arco;

  • Falha de Equipamento ou Materiais: a degradação de dispositivos isolantes, diante da presença de sobretensões transitórias, pode provocar o início de uma falha com arco elétrico.


A ocorrência de um arco elétrico nas proximidades de um operador aquece instantaneamente a superfície de sua pele. Para efeitos informativos, as seguintes temperaturas são utilizadas como valores de referência:

  • Pele humana – queimadura curável: 80°C;

  • Pele humana – morte de células: 90°C;

  • Ignição de roupas: 400°C a 800°C;

  • Queima continua de roupas: 800°C;

  • Partículas de metal derretido proveniente de um arco elétrico: 1000°C;

  • Superfície do Sol: 5000°C.

Dessa forma, quantificar o valor de energia incidente num arco elétrico torna-se imprescindível para a definição e seleção de medidas de proteção eficientes, tanto para a proteção do trabalhador como da instalação.As queimaduras por arcos elétricos representam uma parcela muito grande entre os ferimentos provocados por eletricidade em locais de trabalho.



Métodos de Proteção Contra Arco Elétrico

  • Tecnologia: meio que tem evoluído muito para preservar a integridade do equipamento ou da instalação, como proteção do sistema elétrico, detecção do arco interno, 8 equipamentos resistentes a arco entre outros;

  • EPI - NR-6: Nesta NR não está explícita a necessidade de proteção contra arcos elétricos, mas estabelece que o EPI deva proteger os trabalhadores contra agentes térmicos tanto para cabeça, face, membro superior e inferior e corpo inteiro.

  • As vestimentas fabricadas com materiais naturais como, algodão, seda e lã são consideradas aceitáveis, de acordo com o NFPA, se a análise determinar que o tecido não continuará queimando nas condições de exposição ao arco elétrico. Independente da proteção contra queimaduras por arcos elétricos é recomendado sempre o uso de capacete e óculos de segurança.




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Fonte: https://bdm.ufpa.br:8443/jspui/bitstream/prefix/593/1/TCC_EstudoArcoEletrico.pdf


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